-Quero Ver-te, Meu Amor

-Quando Eu Ficar Velhinho Quero Ser Roadie do Meu Filho

-Vinte e Poucos Anos

-Fastfood, Lowlove


-Enquanto isso Nós Conversamos Com os Dedos
 








   
 

Quando maio chegou, João Daniel teve essa estranha sensação de perseguição. Ao colocar os pés para ir ao trabalho, começou a chover. Tudo bem, até que ele gostava um pouco de chuva. Sentou no banco de ônibus e o tempo melhorou. Apareceu o sol, até. Desceu do ônibus e a chuva recomeçou no mesmo instante. Molhado, João Daniel entrou no escritório, cumprimentando a todos com a simpatia que lhe era nata. Antes que pudesse comentar sobre a chuva, ela já tinha ido embora. E foi então que ele percebeu o que estava acontecendo. Durante quase todo mês de maio isso se repetia: cada vez que João Daniel saía para a rua, vinha a maldita chuva. Quase, porque antes que ele pudesse pegar o primeiro avião para o nordeste do país e fazer a única boa ação de sua vida, foi assassinado em pleno centro da cidade com guarda-chuvas cravados em seu peito.